November 6th, 2009
there's nothing here for you under the sun.
E bate aquele semi-desespero de fim de coisas.
É que simplesmente não consigo manter meus olhos abertos.
E bate aquele semi-desespero de fim de coisas.
É que simplesmente não consigo manter meus olhos abertos.
Às vezes eu queria ser um ctenophora. Só pra desaparecer do nada e deixar as pessoas abobalhadas procurando algum sinal de movimento. Tá, que se eu desaparecesse assim, provavelmente iria me desfazer e virar uma coisa melecosa numa bacia rosa. Tsc. Talvez não seja uma idéia tão ruim assim...
Só quero um tempo de descanso e geomorfologia.
No fundo você sabe que não é pra dar trela aos sentimentos mesquinhos e vis. E no fundo, bem lá no fundo, você também sabe que simplesmente não pode evitá-los. Faz parte do pacote. Como comprar uma caixa de chocolate esperando os sonhos de valsa, mas sabe que vai acabar comendo também os charge (mesmo sem gostar tanto assim). E o que você fez, afinal? Estar presente talvez não signifique tanto assim.
Eu conheço esses sinais. Conheço tão bem, que não sei como me espanto, me sensibilizo e me aflijo com isso, ainda. O fato de saber a resposta não devia mudar as perguntas. E não estou falando de elfos, anões, hobbits, bruxos, vampiros ou lobisomens. Falo de uma dor intrínsecamente humana, e de tão humana, chega a dar dó.
- E sua mãe, não te pariu por engano? (...)
Essa foi a resposta que passou pela minha cabeça. Obviamente, fui um pouquinho mais sutil. Sabe quando você realmente lamenta quando as pessoas abrem a boca pra falar uma baboseira dessas? E imaginei cadeiras voando, raios atingindo o dito cujo e um murro bem dado no meio da cara.
Acredito piamente que algumas pessoas merecem toda e qualquer chamada de atenção e puxão de orelha. Seja por falta de noção, inteligência ou por um senso de responsabilidade muito tênue. Enfim. Quem não aguenta, toma fumo. E bem feito.
Não há nada que me dê mais apreensão do que viajar de ônibus com uma criança do lado. Principalmente aquelas pequenas demais pra controlar um enjôo repentino e uma vontade de jogar pros ares aquele lanche forçadamente dado pela querida mãe. É que sempre tem uma mãe/tia/avô louca o suficiente pra dar pro 'anjinho' um danone, nescau, coxinha de rodoviária ou uma lata de refrigerante todinha. Enfim. Não dá pra dormir, nem relaxar, nem fechar os olhos sem imaginar aquele jato de eca indo na direção da bolsa e... *de repente o vidro quebra e uma criança é jogada pelo vidro com a dita mãe/tia/avô maluca*...